(7 Cajas, PRY, 2012)
Direção: Juan Carlos Maneglia, Tana Schémbori
Elenco: Celso Franco, Lali González, Alicia Guerra, Tito Jara Román, Beto Ayala
Roteiro: Juan Carlos Maneglia
Duração: 100 min.
IMDb: http://www.imdb.com/title/tt2333598/
Assista ao Trailer: YouTube
Elenco: Celso Franco, Lali González, Alicia Guerra, Tito Jara Román, Beto Ayala
Roteiro: Juan Carlos Maneglia
Duração: 100 min.
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- Tamanho: 1,21 GiB (MPG)
- Idioma do Audio: Espanhol, Guarani
- Legendas: Anexa ao Post (SPA)
- Resolução: 720 x 576
Siete Cajas*
O cinema latino-americano reinaugura-se a cada proposta fílmica em que relata aflições e triunfos gritados pela voz do Continente. Siete Cajas é um incômodo murmúrio paraguaio, poroso e dissimulado que se desvela no nervoso microcosmos de um mercado público. Em discurso aparentemente solto na fala de variados narradores, a primorosa obra de Juan Carlos Maneglia e Tana Schémbori é uma rara teia semiótica de significações que se entrecruzam, enredando dramas pessoais cuja origem é a vida e sua circunstância de sobrevivência. Não há lugar para o riso nesse território de chagas pessoais, abertas ao ritmo de interesses escusos, porém legítimos no humano ferido de inquietações.
Um misterioso crime evolui em tomadas nervosas, ao sabor da estética febril de Meirelles, sem espaço para o triunfo do bem porque a esquizofrenia do erro moral tornou-se regra de conduta. Com um desenho sonoro potente coadjuvando a narrativa, a obra firma uma tessitura da enferma realidade social paraguaia, reencarnada no experiente homem comum que precisa estabelecer preços para cada gesto seu, porque aprendeu a pagar por cada conquista do outro. Na ausência do estado, organiza-se um microcosmos paralelo, onde o público e o privado se articulam ao sabor de pequenos interesses. Lançando mão de hipérboles (o celular, a nota de dólar, a palavra sócio), os diretores reafirmam um mundo em si, como a fala de velhos pajés, cifradas, mas compreensíveis pela tribo.
Vitor é um Homero às avessas, querendo alcançar sua Ítaca tropical, mas em seu perigoso itinerário encontra os vendilhões do templo com quem precisa negociar. Como no Labirinto de Creta, onde o Minotauro se alimenta de carne humana, os personagens arrastam e reorganizam sua instabilidade social no Mercado 4, cujos caminhos intrincados desorientam quem o percorre. À fala guarani mistura-se à coreana e à espanhola, por vezes bloqueando a interlocução como as faces contrapostas de um deus Jano. Quando o cinema latino busca sua morada cultural, encontra repouso duradouro em suas próprias fontes de águas ferventes.
* Disponível em: http://www.gazeta.inf.br/2013/08/08/siete-cajas/

O link é do filme "Tony Manero", poderia colocar o link certo, por favor?
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